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Poetas da canção

 

Nelson Cartola

A música  brasileira, pela sua versatilidade, harmonia e sonoridade em seus diversos ritmos, é reconhecida e respeitada no mundo todo.

Além disso, por trás dos acordes afinados de canções que marcaram época, muitas vezes encontramos nas letras dessas músicas verdadeiros poemas.

 O seresteiro Silvio Caldas e seu parceiro Orestes Barbosa, quando compuseram “Chão de estrelas” escreveram, num de seus versos, uma das mais belas páginas da nossa música, um verdadeiro hino ao amor, a despeito das dificuldades vividas:

A porta do barraco era sem trinco

E a lua furando nosso zinco

Salpicava de estrelas nosso chão

 E tu pisavas nos astros, distraída

Sem saber que a ventura dessa vida

É a cabrocha, o luar e o violão.

Em “A flor e o espinho”, na imaginação dos parceiros Nelson Cavaquinho  e Guilherme de Brito, o boêmio, desprezado por sua amada, desabafa:

Tire seu sorriso do caminho

Que eu quero passar com a minha dor.

Nos versos de “As rosas não falam”, o compositor Cartola, num apelo dramático pela volta de sua amada, escreveria, o que muitos acham, a mais bela  declaração de amor já vista em uma música:

 Queixo-me às rosas, mas que bobagem

As rosas não falam

Simplesmente as rosas exalam

O perfume que roubam de ti.

Roberto e Erasmo Carlos, autores de músicas que embalam gerações a mais de cinquenta  anos, conseguiram, na simplicidade dos versos da música “Detalhes”, expressar o mais puro sentimento de amor e saudade, quando escreveram:

 Detalhes tão pequeno de nós dois

São coisas muito grandes pra esquecer

E a toda hora vão estar presentes… Você vai ver.

Todas são verdadeiras obras primas, criadas em momentos de rara inspiração, pelos nossos poetas da canção.

 Victor Kingma

PS: na foto Nelson Cavaquinho e Cartola