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Poema da desigualdade

 

Há  os que vendem a cura

Que exploram a criatura

Carente por tanta ferida

 

Há quem vive da doença

Onde o remédio é a crença

Da  frágil  pessoa sofrida

 

Há quem de barriga cheia

Não se importa com a fome alheia

E toda a angustia contida

 

Há quem prospera e consome

Há quem padece e tem fome

Na desigualdade da vida

 

Victor Kingma