Victor
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No escurinho do cinema, o lanterninha.

Naquele tempo era assim…
lanterninhaNa década de cinqüenta e início dos anos sessenta a televisão ainda se consolidava no Brasil e ter um aparelho de TV em casa era coisa inacessível para grande parte da população.

Naquela época o cinema vivia o seu auge e assistir a um bom filme era um dos programas favoritos dos jovens e adolescentes. Levar a namorada ao cinema, então, era a maior curtição.

Grandes salas de projeções, em imponentes construções ou cines-teatros, se espalhavam por todo o país e enormes filas se formavam nos dias de exibição dos grandes filmes.

Aqueles que freqüentavam as sessões de cinema naquela época, com certeza, se lembram de uma figura marcante e singular, o popular “lanterninha.” Com sua inseparável lanterna na mão era o responsável para acompanhar as pessoas nos corredores dos cinemas e mostrar-lhes os lugares vagos onde poderiam sentar-se. Isso quando essas pessoas chegavam atrasadas e a sessão já havia começado.

O lanterninha era uma figura admirada e odiada ao mesmo tempo. Isso porque, além de exercer a simpática função de orientar as pessoas quanto à localização, cabia a ele a ingrata tarefa de fiscalizar e coibir as atitudes inconvenientes que poderiam atrapalhar ou desviar a atenção do público. Atitudes como conversa alta, assobios, guerra de bolinhas de papel ou mesmo aquele proibido amasso na namorada ou beijo roubado, no escurinho do cinema.

Hoje em dia, em muitos cinemas, essa função ainda existe, embora a sua importância jamais seja a mesma, devido não só à mudança nos costumes, mas, também, ao fato de que as salas de projeções são cada vez menores. Se elas ganharam em conforto, com certeza perderam a saudosa magia daquela época. Saudosos tempos do inesquecível e popular lanterninha.

Victor Kingma