Victor
Kingma
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.: Meus escritos

A velha, e romântica, carta

Naquele tempo era assim

carta

Hoje em dia, o meio mais rápido de se mandar uma mensagem é, sem dúvida, através de e-mails ou aplicativos nos computadores ou celulares.  E o destinatário a recebe  imediatamente, independente da distância em que se encontra.

É a tecnologia, cada dia mais avançada, fracilitando e otimizando a vida   das pessoas.

Entretanto para os saudosistas, como eu, o avanço da tecnologia acabou quase que extinguindo, ou tirando de cena, um extraordinário meio de comunicação: a velha, e romântica, carta.

Como era prazerosa, principalmente para os enamorados, a espera ansiosa pelo carteiro trazendo as cartas com mensagens apaixonadas,  motivo, inclusive,  de inspiração para tantos poetas e compositores:

“Quando o carteiro chegou

 e meu nome gritou

                                                            com a carta na mão”.

 Ou então:

“Escrevo-te essas mal traçadas linhas meu amor

Por que veio a saudade visitar meu coração

Espero que desculpes os meus erros por favor

Nas frases dessa carta que é uma prova de afeição.”

 

A velha carta, escrita à mão, incentivava até o  capricho na caligrafia. Afinal, quem não queria escrever palavras bonitas e com letras caprichadas para impressionar a pessoa amada ou a ser conquistada?

Os tempos mudaram e temos mesmo que acompanhar a modernidade, entretanto,  vai uma sugestão:

Que tal inovar e, em vez de enviar mensagens  pelo computador, porque não escrever uma boa, romântica e inspirada carta de amor?  Não esqueça de caprichar na letra e nas palavras. Com certeza vai impressionar muito mais.

Victor Kingma

 

chuva

 

 

 

 

 

 

SONETO DA INFELICIDADE

Aceitar passivamente a infelicidade

É viver à sombra da hipocrisia

Dormir o sono da agonia

E  acordar para a vida, sem vontade

 

E viver  a vida, sem vontade

É aceitar  passivamente a hipocrisia

Acordar do sonho da agonia

E despertar para uma falsa realidade

 

É fazer da mentira,  verdade

Da  coragem,  o  medo

E da  alegria,  saudade

 

É fazer parte do enredo

Que conta a forma e o segredo,

Da  infelicidade

 

Victor Kingma

PS: apenas o autor.