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.: Histórias e causos do futebol

 

Pel-- no Flamengo.0

 

 Pelé no Flamengo

Pelé, o maior jogador de futebol de todos os tempos, consagrado em todos os cantos do planeta e eleito o atleta do século, atuou,

profissionalmente, em apenas duas equipes, além das seleções brasileiras e regionais. Esses times foram o Santos, de 1956 a 1974,

e o Cosmos, nos Estados Unidos, de 1975 a 1977, após ser contratado para popularizar o futebol naquele país. Marcou,

ao longo de sua brilhante carreira, 1281 gols, em 1375 jogos.

Em 1957, no início de carreira, chegou a atuar pelo Vasco da Gama, num combinado do time carioca e o Santos, durante um torneio internacional.

Em outra oportunidade, Pelé, aos 39 anos, jogou pelo Flamengo ao lado de Zico, ídolo maior da torcida rubro-negra, formando uma dupla de sonhos.

Esse jogo histórico foi contra o Atlético Mineiro, no Maracanã, no dia 6 de abril de 1979, numa partida que teve a renda revertida para as vítimas

das enchentes ocorridas em Minas Gerais naquele ano.

O Flamengo, que começava a montar o time que dominaria o futebol brasileiro pelos próximos cinco anos, venceu o Atlético,

que também tinha uma grande equipe, por 5 x 1.  Zico (3) Luizinho e Cláudio Adão fizeram os gols do Flamengo e Marcelo marcou para o Atlético.

Pelé atuou nos 45 minutos iniciais. Não fez gol, mas, em duas jogadas, efetuou tabelinhas sensacionais com Zico, relembrando a famosa dupla Pelé e Coutinho.

Esse jogo, assistido por 140 mil torcedores, certamente entrou para a história do futebol brasileiro, pois foi a partida, a única partida, em que o maior jogador do mundo vestiu a camisa do time de maior torcida do mundo.

Victor Kingma

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O gesto inédito do capitão

Suécia, 29 de junho de 1958.  Depois de fazer uma campanha brilhante o Brasil vencia os anfitriões por 5 x 2, conquistando pela primeira vez o tão cobiçado título

de campeão mundial de futebol.

Todos os torcedores presentes no estádio de Raasunda, em  Estocolmo, aplaudiam de pé Didi,  Garrincha,  Nilton Santos, Pelé, Zagallo  e todos os outros heróis da conquista, se rendendo de vez  aos novos reis do futebol.

Os jogadores brasileiros, então, se dirigiram emocionados para a tribuna de honra do estádio. Lá, o presidente da Fifa, Jules Rimet  e  o rei   da  Suécia, os esperavam  para  lhes  entregar  a  taça do mundo.

Transmissão de futebol pela televisão não existia naquela época e uma multidão de fotógrafos   invadiu o gramado tentando registrar para os seus jornais  a entrega da taça ao  capitão Bellini.

Entretanto, assim que o rei Gustavo a  entregou  ao nosso capitão, um grande tumulto se formou e muitos não estavam conseguindo fotografar a cena.

Bellini, com toda a fidalguia que o acompanhou durante toda a carreira,  então,  levantou a taça por sobre a cabeça  para  que todos pudessem  eternizar aquele momento histórico, criando, assim, o gesto que seria repetido  posteriormente pelos outros capitães: Mauro, em 1962, Carlos Alberto, em 1970,  Dunga, em 1994 e Cafu, em 2002.

Passados quase seis décadas  daquela conquista memorável  esse texto é uma homenagem ao grande capitão, criador do gesto inédito que seria  imortalizado no futebol.

Hideraldo Luis Bellini, o capitão do primeiro título mundial da seleção braseira, faleceu em 20 de março de 2014. aos 83 anos de idade.

 

Victor Kingma