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Pindura a conta e põe no prego – como surgiram essas expressões?

 

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Quem de nós, algum dia, não comprou alguma coisa e deixou para pagar depois?  É o famoso “pindura” ou “põe no prego”, na linguagem popular.

Se nos grandes estabelecimentos, como supermercados e drogarias, isso praticamente não existe mais, pois as contas tem que ser pagas em dinheiro, cheque ou cartão, esse costume ainda é bastante comum no pequeno comércio do bairro ou no boteco da esquina.

O fato é que essa prática secular, que só existe devido à proximidade, ou amizade, do cliente com o dono do estabelecimento, ainda resiste ao tempo.

Assim, ninguém deixa de almoçar se o gás acaba quando o feijão ainda está cozinhando, ou deixa de tomar a sua cachacinha no fim do dia se está sem grana no bolso.

Mas como teria surgido essas expressões tão populares no nosso vocabulário?

No passado, nas antigas casas comerciais, como empórios, farmácias, mercearias ou vendas, era comum esses estabelecimentos terem um “prego” na parede, onde os comerciantes “penduravam” as contas dos fregueses que compravam fiado.

Enquanto não quitasse o débito, o freguês se encontrava com a conta pendurada, ou no prego.

Quando ele vinha saldar a sua dívida, o dono do estabelecimento pegava os papeis no prego e somava os valores a serem pagos.

Assim estava restabelecido o crédito e o direito de pendurar novamente as despesas.

Daí a origem das popularizadas expressões, “pindura” e “põe no prego”.

 

Victor Kingma