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CHICO XAVIER EM MANTIQUEIRA

 

Vira e mex180px-Chico_Xaviere estou contando alguma coisa sobre Mantiqueira. Claro, é a minha terra, o que muito me orgulha.  Hoje vou contar outro acontecimento marcante da história do lugar: a visita de Chico Xavier.

Este fato aconteceu lá pelos meados da década de 40.  O médium foi recebido pelo meu avô João Kingma e minha avó Tozinha, na Fazenda do Pinho.

O povoado, muito católico, não compreendia bem o espiritismo naquela época e a visita causou um grande rebuliço e até certo constrangimento. Minhas tias, Mê e Luquinha, católicas fervorosas, muito assustadas nem dormiram na fazenda. Ficaram com medo do homem que, diziam, tinha a capacidade de conversar com os espíritos.

Chico Xavier, com sua sabedoria e simplicidade, logo cativou a todos. Passou boa parte da noite conversando com meu avô, diante dos olhares curiosos dos empregados da fazenda.

A notícia de sua presença logo se espalhou e na manhã do dia seguinte os familiares de uma senhora que estava muito doente pediram se ele poderia ir até sua casa para confortá-la. Meu tio José Antônio, o Tizeca, foi o responsável para acompanhá-lo, num percurso de aproximadamente cinco quilômetros, feito a cavalo, até a localidade conhecida como Muqueca.

No caminho de ida, Chico Xavier, como se estivesse orando, não deu uma única palavra. Entretanto, na volta, após atender à senhora enferma, veio conversando alegremente com Tizeca. Falavam de tudo e o médium até elogiava a beleza das paisagens. De repente, seu cavalo empacou. Alertado para que batesse com a tala na anca do animal, se recusou a fazê-lo:

– Está muito quente, meu filho! Se o animal parou é porque está cansado… Precisa descansar. Vamos esperar um pouco para seguir o nosso caminho.  Somente após dar alguns minutos de descanso ao animal prosseguiram no percurso de volta.

Francisco Cândido Xavier justificava ali, naquele pequeno gesto, o motivo de tanta admiração que o povo brasileiro tinha por ele, independente de sua crença religiosa.

Victor Kingma