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As expressões populares

 

Muitas vezesconto-do-vigario, em determinadas situações do nosso dia a dia, costumamos recorrer ao uso de expressões e ditos populares para explicarmos uma situação inusitada. São expressões, oriundas da sabedoria popular, que acabaram se incorporando ao nosso vocabulário. Nas linhas abaixo a explicação sobre a origem de algumas delas.

“LÁGRIMAS DE CROCODILO”: Normalmente essa expressão é usada para identificar um choro fingido. O crocodilo, ao engolir a sua vítima, faz forte pressão contra o céu da boca, comprimindo as glândulas lacrimais. Isto o faz chorar, enquanto devora a sua vítima. É a demonstração de um sentimento que na verdade não está ocorrendo.

“ABRAÇO DE TAMANDUÁ”: Significa um abraço de traição ou deslealdade. O tamanduá tem como costume deitar-se de barriga para cima com os braços abertos. A presa, ao se aproximar, é surpreendida com um forte abraço que a esmaga.

“VOTO DE MINERVA:” Na mitologia grega, Orestes, vingando a morte do pai Agamemnon, assassina a própria mãe Clitemnestra, e seu amante, Egisto.    É levado a julgamento, e este termina empatado pelos doze jurados. Coube então a deusa MINERVA, que presidia o julgamento, proferir o voto de desempate. E ela optou por absolvê-lo. Assim, voto de minerva é aquele que desempatada um julgamento.

“CONTO DO VIGÁRIO”: No passado, uma cidade recebeu a doação da imagem de uma santa. O problema é que no lugar tinha duas paróquias e ambos os vigários a reenvidicava. Para resolver o problema um deles propôs um acordo: colocariam a imagem no lombo de um burro que seria solto nas proximidades das igrejas.  Para qual paróquia o burro levasse a imagem, era lá que a santa deveria ficar. E assim foi feito.  Mais tarde descobriram que o vigário da igreja para a qual o burro se dirigiu tinha treinado o animal para fazer o percurso.  Assim, cair no conto do vigário é ser passado para trás, ser enganado, ser vítima de uma malandragem ou falcatrua.

“CALCANHAR DE AQUILES”: Também de acordo com a mitologia grega, Tétis, mãe de Aquiles, a fim de tornar seu filho indestrutível, mergulhou-o num lago mágico, segurando-o pelo calcanhar. Posteriormente, na Guerra de Tróia, Aquiles foi atingido na única parte de seu corpo que não tinha proteção: o calcanhar. Portanto, o ponto fraco de uma pessoa é conhecido como calcanhar de Aquiles.

“AMARRA-CACHORRO”: Termo usado para identificar um indivíduo bajulador.  Antigamente era costume dos políticos irem de porta em porta pedir votos aos seus eleitores. O amarra-cachorro era o puxa-saco que chegava primeiro nas casas para AMARRAR O CACHORRO e evitar que ele mordesse no seu chefe.

“AMIGO DA ONÇA”: A expressão é utilizada para referir-se a um amigo falso ou inconveniente. A expressão tornou-se bastante popular no Brasil a partir dos  anos 40 quando o cartunista  Péricles, na revista O Cruzeiro, criou o personagem   que sempre colocava alguém em alguma encrenca.

“DAR UMA PRO SANTO”: Consiste em jogar um pouco de cachaça no chão antes de beber.  Não tem nada a ver com os santos da igreja, como muitos pensam.  Cândido Santo era um boêmio boa praça que freqüentava os bares do Rio de Janeiro, no final do século XIX. Sempre tinha uma história ou uma boa piada pra contar. De tanto beber, morreu de cirrose. Seus amigos, freqüentadores do mesmo bar, costumavam antes do primeiro gole, “dar um pouquinho pro Santo”, como uma homenagem ao amigo que morreu tão precocemente. A moda acabou pegando.

Victor Kingma