Victor
Kingma
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As brincadeiras de outrora

 

Naquele tempo era assim…

A cada ano, cpular-cordaom o avanço da tecnologia,  um grande números de games eletrônicos são colocados no mercado,  cada qual mais sofisticado que o outro. Se por um lado isso é bom, pois insere a criançada num contexto que é uma realidade, e da qual não se pode fugir, por outro lado inibe dois fatores que, em minha opinião, são fundamentais para a formação da personalidade: a criatividade e o espírito de coletividade.

E, nessa era da “modernidade”,  os jovens costumam ficar horas em frente aos computadres, celulares ou similares,  introspectivos, solitários, jogando os mais diversos e “emocionantes” jogos. Isso quando não estão se relacionando com amigos virtuais.  Amigos com os quais jamais irão tirar uma foto para terem o que recordar no futuro.

O mais grave, no entanto, é presenciarmos a cada dia serem relegadas ao esquecimento, brincadeiras tão tradicionais e saudáveis que fizeram a alegria das gerações dos seus pais e  avós.

Hoje, não se vê mais, por exemplo,  as meninas nas ruas pulando corda ou brincando de queimada.  E as brincadeiras de rodas? Com certeza, muitas delas nem sabem cantar as cantigas do nosso tão rico folclore.

Não se vê mais a molecada do bairro, participando de campeonatos de pipas, ou brincando de pique, escondendo-se na construção antiga.  Rodar pião, jogar bolinha de gude ou descer a rua dentro de um pneu usado? Isso é coisa da idade da pedra.

Onde estão as corridas de carrinhos de rolimãs, ladeira abaixo? Carrinhos que, quase sempre, nós mesmos tínhamos que fabricar. Nem joelhos esfolados se vê mais. Até o providencial mercúrio cromo, indispensável no armário do banheiro das zelosas mães, está proibido.  Se bem que, em frente ao computador nenhuma criança vai machucar mesmo.

Hoje presenciamos verdadeiros craques, artilheiros implacáveis nos jogos eletrônicos, que não sabem sequer dar um chute numa bola de verdade.

Que saudade dos meus tempos de criança, em Juiz de Fora, na rua Barão de São Marcelino, no bairro Alto dos Passos! Naquela época, cinquenta anos  anos atrás, vários times tinham que ser formados para que toda a molecada pudesse participar das peladas que eram jogadas quase todas as tardes, num pequeno e irregular terreno baldio.  E com bola de borracha.  “Estádio” que hoje se transformou num imponente prédio.carrinho-de-rolima

Sei que os tempos são outros e temos que nos adaptar mesmo à nova realidade. Mas é preocupante.

Citei apenas algumas brincadeiras de um passado não tão distante assim. Existia uma infinidade de outras formas da criançada se divertir, transpirar e de uma forma saudável, até combater a obesidade infantil, um grande mal dos nossos tempos.

Mas, o fundamental e mais importante de tudo é que, naquela época, ao contrário de hoje, todas, absolutamente todas as brincadeiras tinham que ser compartilhadas, brincadas em conjunto, estimulando assim o espírito de solidariedade e companheirismo, sentimento a cada dia mais raro.

Para refletir…

 

Victor Kingma