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Esteio de Braúna

PREFÁCIO

o_esteio_de_braunaHumor, sensibilidade e criatividade. Nessas palavras o livro “Esteio de Braúna” pode ser resumido. É com maestria que Victor Kingma desenvolve a envolvente trama, com personagens ricos, comoventes e inesquecíveis. Suas histórias, estórias ou “causos” , como prefere dizer, são universais. Em cada cantinho de página podemos nos emocionar, dar risadas, sentir saudades e melancolia de tempos de outrora. Contagia a forma como ele conta tão bem sobre a nossa gente e o nosso passado.

E a razão para estórias tão boas tem explicação: o autor nasceu e cresceu vivenciando aquelas situações. Aliás, o espírito do livro é esse. Cada um tem que contar, relembrar e escrever aquilo que passou na infância e juventude, os amigos, os primos, tios e avós, os figuras e figurões, as paisagens e brincadeiras. Retratar o seu mundo, o seu pedaço. Os maiores sucessos da literatura brasileira e universal aconteceram assim. Jorge Amado descreve a Bahia, Machado de Assis, o Rio Antigo, Érico Veríssimo, o Rio Grande do Sul, Ariano Suassuna, o Nordeste. Guimarães Rosa, o Sertão…e assim por diante.

Victor Kingma, com maestria dos grandes, disseca e expõe o que as “gentes” do interior têm de melhor, mais engraçado e emocionante.

Assim, o autor desenvolve sua trama a partir da visão de um menino sobre uma situação acontecida há 40 anos, na fazenda. Esse menino cresce e, passadas quatro décadas de histórias, ele volta ao local da cena para nos contar, ao final do livro, o surpreendente destino de cada um dos personagens presentes naquele dia.

Eu, que cresci escutando meu pai contar belas histórias, convido a cada um de vocês a conhecê-las também. Tenho certeza de que terão momentos ótimos lendo esse livro e, ao final, serão íntimos de dezenas de personagens apaixonantes.

E para você pai, um beijo e meus parabéns. Seus “causos” são excelentes e nos fazem viajar…Não pare nunca com eles. Você tem, ainda, muita história para contar.

Breno Ladeira Kingma Orlando, inverno de 2008.